domingo, 25 de dezembro de 2011

Projeto de Lei que reconhece a profissão de Turismólogo é aprovado pelo Senado

 O Senado aprovou na última quarta-feira, dia 21/12, o projeto de lei que reconhece a profissão de turismólogo. Para a Associação Brasileira de Turismólogos e Profissionais do Turismo, essa é a conquista mais importante dos últimos 40 anos. A novidade, certamente abrirá caminhos e novos concursos públicos voltados para contratação de profissionais que possam planejar melhor o turismo em todas as esferas do país.

O projeto de lei aprovado estabelece 18 atividades relacionadas à profissão de turismólogo, como organizar e dirigir estabelecimentos ligados ao turismo, coordenar a classificação de locais de interesse, visando ao adequado aproveitamento dos recursos naturais e culturais, formular propostas para o desenvolvimento do setor nos municípios, regiões e estados da Federação, criar e implantar roteiros, pesquisar informações sobre a demanda turística e elaborar projetos de marketing na área.

domingo, 11 de dezembro de 2011

O PROGRAMA CIÊNCIAS SEM FRONTEIRAS

O Programa Ciências sem Fronteiras, anunciado pelo Governo Brasileiro em junho, foi tema do relatório de setembro do Centro de Pesquisa Inglês Observatory on Borderless Higher Education, sob o título "Brasil leads the charge fron Latin America". O programa oferece 75 mil bolsas para os alunos que queiram cursar desde o ensino médio até o pós-doutorado no exterior. À Capes caberá a oferta de 40 mil bolsas, com estimativa de investimento de US$ 936 milhões ao longo de quatro anos. O CNPq, por sua vez, será responsável por outras 35 mil bolsas. Os primeiros bolsistas devem ser selecionados no primeiro semestre de 2012.

De acordo com a Profa. Manolita Correia Lima, a presença de renomadas universidades estrangeiras no Brasil pode contribuir para fortalecer e qualificar a produção de conhecimento.

Para Manolita, os países que se destacaram na atração de estudantes internacionais (EUA, Reino Unido, França, Austrália, Alemanha e Japão) se firmam no processo de internacionalização de um trabalho que aproxima Estado e Universidades. No entanto, os interesses das instituições de Educação Superior brasileira são tímidos e polarizados.

De acordo com Manolita, quando se trata das instituições públicas prevalece o apoio a estudantes e professores de cursos de mestrado e doutorado para realizar parte da formação no exterior; e quando se trata das instituições particulares observa-se a pressão por parte dos estudantes com recursos financeiros que permitem uma temporada de estudo no exterior.

Pelo que podemos observar, há oportunidades, o que falta é empreendedorismo por parte dos gestores, investir no conhecimento e inovar cada vez mais no aprendizado.

FOCO NA COMPETITIVIDADE

A matéria da Revista Ensino Superior vem focando sobre "FOCO NA COMPETITIVIDADE", informando que o incentivo à pesquisa científica por meio de distribuição de bolsas pode elevar o Brasil a patamares respeitáveis da produção de ciência, tecnologia e inovação no mundo.

Segundo Antoninho Marmo Trevisan, diretor-presidente da Trevisan Escola de Negócios e membro do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), relata que serão 40 mil bolsas por meio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), organismo responsável pela promoção e avaliação da Pós-Graduação stricto sensu no sistema nacional de ensino, e 35 mil por intermédio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), significando investimento público de R$ 3,16 bilhões. Outras 25 mil ficarão a cargo da iniciativa privada, cuja participação é igualmente importante e pertinente. Trata-se, portanto de um projeto relevante, numa área na qual o Brasil ainda está aquém de sua suas necessidades.

É uma oportunidade única e que não pode ser desperdiçada, para que o país dê um salto em pesquisa e inovação, com muito foco nas áreas produtivas, de engenharia, geologia, prospecção marítima, petrolífera e saúde. Ou seja, não podemos tergiversar nesse programa, como ocorreram em tantos outros exemplos de investimentos públicos que se perderam em ações colaterais de pouca eficácia.

É imperioso que o Ciência sem Fronteiras priorize a tecnologia, quebre de modo definitivo o hiato que sempre existiu entre academia e empresas em nosso país e contribua para que a Ciência aplicada na produção e na tecnologia nos possibilite um efetivo e substantivo ganho de produtividade e competitividade.

O Brasil ocupa a décima terceira posição mundial em produção científica, mas é apenas o 47º em inovação e precisamos pôr fim a esse descompasso. É o que se espera da Ciência sem Fronteiras, que atinja pertinentemente seu foco para a produção de pesquisa, inovação e desenvolvimento aplicados à competitividade, contribuindo de bens com valor agregado, a criação de empregos, o crescimento sustentado da economia e, portanto, a melhor distribuição de renda.

Fonte: Revista de Ensino Superior
Ano: 14/2011 - Nº 157 - p. 40/41