domingo, 11 de dezembro de 2011

FOCO NA COMPETITIVIDADE

A matéria da Revista Ensino Superior vem focando sobre "FOCO NA COMPETITIVIDADE", informando que o incentivo à pesquisa científica por meio de distribuição de bolsas pode elevar o Brasil a patamares respeitáveis da produção de ciência, tecnologia e inovação no mundo.

Segundo Antoninho Marmo Trevisan, diretor-presidente da Trevisan Escola de Negócios e membro do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES), relata que serão 40 mil bolsas por meio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), organismo responsável pela promoção e avaliação da Pós-Graduação stricto sensu no sistema nacional de ensino, e 35 mil por intermédio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), significando investimento público de R$ 3,16 bilhões. Outras 25 mil ficarão a cargo da iniciativa privada, cuja participação é igualmente importante e pertinente. Trata-se, portanto de um projeto relevante, numa área na qual o Brasil ainda está aquém de sua suas necessidades.

É uma oportunidade única e que não pode ser desperdiçada, para que o país dê um salto em pesquisa e inovação, com muito foco nas áreas produtivas, de engenharia, geologia, prospecção marítima, petrolífera e saúde. Ou seja, não podemos tergiversar nesse programa, como ocorreram em tantos outros exemplos de investimentos públicos que se perderam em ações colaterais de pouca eficácia.

É imperioso que o Ciência sem Fronteiras priorize a tecnologia, quebre de modo definitivo o hiato que sempre existiu entre academia e empresas em nosso país e contribua para que a Ciência aplicada na produção e na tecnologia nos possibilite um efetivo e substantivo ganho de produtividade e competitividade.

O Brasil ocupa a décima terceira posição mundial em produção científica, mas é apenas o 47º em inovação e precisamos pôr fim a esse descompasso. É o que se espera da Ciência sem Fronteiras, que atinja pertinentemente seu foco para a produção de pesquisa, inovação e desenvolvimento aplicados à competitividade, contribuindo de bens com valor agregado, a criação de empregos, o crescimento sustentado da economia e, portanto, a melhor distribuição de renda.

Fonte: Revista de Ensino Superior
Ano: 14/2011 - Nº 157 - p. 40/41

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